Carnaval



Cálculo do dia de Carnaval:

Todos os feriados eclesiásticos são calculados em função da data da Páscoa. Como o domingo de Páscoa ocorre no primeiro domingo após a primeira lua cheia que se verificar a partir de 21 de março, e a sexta-feira da Paixão é a que antecede o Domingo de Páscoa, então a terça-feira de Carnaval ocorre 47 dias antes da Páscoa e a quinta-feira do Corpo de Deus ocorre 60 dias após a Páscoa.

História do Carnaval:

A história do carnaval começou no princípio da nossa civilização, e muitas e muitas histórias são contadas através dos séculos.

O carnaval, uma das festas populares mais animadas e representativas do mundo, chegou ao Brasil, sob influência europeia, em 1723.

Somente no século XIX que surgiram os primeiros blocos carnavalescos e os cordões, com carros decorados e grupos de pessoas fantasiadas desfilavam pelas ruas das cidades, dando origem aos carros alegóricos e aos desfiles atuais das escolas de samba.


O primeiro baile de máscaras no Brasil foi realizado no Hotel Itália em 1840. Muitos outros surgiram, com maior repercussão e afluência, como o da Sociedade Constante Poka, do Teatro São Januário em 1846 e do Imperial Teatro D Pedro II em 1879. Na falta de um gênero próprio de música carnavalesca, inicialmente as brincadeiras eram acompanhadas pelo ritmo da polca, quadrilha. valsa, tango, charleston e maxixe, sempre em versão instrumental. Somente em 1880 as versões cantadas, entoadas por coros, invadiram os bailes. A primeira música feita exclusivamente para o carnaval foi uma marchinha, "Ó abre alas", composta para o cordão Rosa de Ouro pela maestrina Chiquinha Gonzaga em 1899. Desde então este gênero, que rapidamente caiu no gosto popular, reinaram ao longo de muitos anos e assim foram transmitidas de geração em geração, tendo como principais aliados a divulgação radiofônica, os bailes de salão e as próprias ruas.

No século XX, o carnaval foi crescendo e tornando-se cada vez mais uma festa popular. As famosas marchinhas carnavalescas foram acrescentadas, as músicas deixavam o carnaval cada vez mais animado, em quantidade de participantes e qualidade de festa.

Os bailes públicos passaram também a tomar conta da cidade, não só nos salões, mas em lugares mas acessíveis ao povo, como o Parque Fluminense, o Teatro Lucinda, a Maison Modera. Em 1906 vieram os bailes em Copacabana e os do Clube High-Life em 1908, no Catete. A repercussão foi tamanha que muitos outros seguiram-se a este, marcando, também através do carnaval, as diferenças sociais que atingiam a sociedade brasileira: de um lado, a festa de rua, ao ar livre e popular; do outro, o carnaval de salão que agradava sobretudo à classe média emergente no país. E mesmo com o grande sucesso dos bailes de salão, foi na esfera popular que o carnaval adquiriu formas genuinamente autênticas e brasileiras.

A realização do primeiro baile infantil foi em 1907, dando início as famosas matinês.Também se multiplicavam os bailes nas casas das famílias mais abastadas da cidade.

Em 1909, surgiu o primeiro concurso premiando a mais bela mulher, a melhor fantasia e a dança mais criativa. Os prêmios eram jóias valiosas e somente os homens tinham direito a voto. Enfim, o carnaval crescia a cada ano, passando a fazer parte da realidade cultural do país.

Principais figuras carnavalescas:


Colombina - Como Pierrô e Arlequim, é um personagem da Comédia Italiana, uma companhia de atores que se instalou na França entre os séculos XVI e XVIII para difundir a Commedia dell'Arte, forma teatral original com tipos regionais e textos improvisados. Colombina era uma criada de quarto esperta, sedutora e volúvel, amante do Arlequim, às vezes vestia-se como arlequineta, em trajes de cores variadas, como os de seu amante.


Arlequim - Rival de Pierrô pelo amor de Colombina, usava traje feito a partir de retalhos triangulares de várias cores. Representa o palhaço, o farsante, o cômico.



Pierrô - Personagem sentimental, tem como uma de suas principais características a ingenuidade.

Rei Momo - Personagem que personifica o carnaval brasileiro. É considerado o dono do carnaval, é quem comanda a folia. Possui uma personalidade zombeteira, delirante e sarcástica.



Há também o Zé Pereira, tocador de bumbo que apareceu em 1846 e revolucionou o carnaval carioca. Para alguns estudiosos, esse era o nome ou apelido dado ao cidadão português José Nogueira de Azevedo Paredes, supostamente o introdutor no Brasil do hábito português de animar a folia carnavalesca ao som de bumbos, zabumbas e tambores, anarquicamente tocados pelas ruas. A tradição se espalhou rapidamente e o sucesso do "Zé Pereira" foi tão grande que, 50 anos mais tarde, uma companhia teatral resolveu representá-lo numa paródia da peça "Les pompiers de Nanterre" intitulada "Zé Pereira Carnavalesco", na qual o comediante Francisco Correia Vasquez cantaria com melodia francesa a quadrinha que se tornaria famosa :

"E viva o Zé Pereira
Pois que ninguém faz mal
Viva a bebedeira
Nos dias de carnaval".

Tendo sido esquecido no começo do século XX, Zé Pereira deixou como sucessores os ritimistas que acompanhavam os blocos dos sujos tocando cuíca, pandeiro, reco-reco e outros instrumentos que hoje animam as nossas escolas de samba.

As "armas":


Serpentina - De origem francesa, chegou no Brasil em 1892.

Confete - Procedente da Espanha, surgiu no Brasil também em 1892.


Lança-perfume - Bisnaga de vidro, metal, ou plástica que continha éter perfumado. De origem francesa, chegou no Brasil em 1903.

A evolução do carnaval:

As ruas da cidade do Rio de Janeiro eram invadidas, nos dias de carnaval, por grupos de pessoas dispostas a se divertir. Até as primeiras décadas do século XX não havia grandes distinções entre os vários tipos de brincadeiras que ocupavam a cidade e que podiam ser chamadas indistintamente de cordões, ranchos, grupos, sociedades ou blocos, entre outras denominações genéricas.

Os cordões:
Animavam as ruas ao som dos instrumentos de percussão. Sofreram forte influência dos rituais festivos e religiosos trazidos da África, legando para as gerações seguintes o costume de se fantasiar no carnaval.

Os cordões possuíam música própria, desfilavam com estandarte e eram comandados pelo apito de um mestre. Daí a importância que tiveram para a formação das futuras escolas de samba.

O primeiro cordão surgiu em 1885 e denominava-se Flor de São Lourenço. Depois deste, outros ocuparam as ruas e assim sucessivamente, atingindo o auge de sua popularidade nos primeiros anos do século XX.

Os ranchos:
Assim como o cordão, o rancho era uma agremiação carnavalesca modesta, composta por pessoas humildes. Fez a sua primeira aparição no carnaval carioca em 1873. Os ranchos já existiam na cidade antes dessa data por influência nitidamente religiosa. Desfilavam em comemoração aos festejos natalinos no dia 6 de janeiro (Dia de Reis). Fantasiados de pastores e pastoras que rumavam a Belém, o grupo percorria a cidade cantando e pedindo agasalhos em casas de família. Por possuir letra e música próprias, acabaram por criar um gênero musical cadenciado, com grande riqueza melódica: a marcha-rancho.
Com a evolução das escolas de samba, por volta de 1920, os ranchos entraram em declínio, deixando para a posteridade as figuras do mestre-sala, da porta-estandarte e das pastoras ricamente adornadas.

O corso:
O corso, lançado em fins da década de 1900, era um desfile de caminhões ou carros sem capota, adornados, que conduziam famílias ou grupos de carnavalescos dispostos a brincar com os pedestres ou com os ocupantes de outros veículos. O confete, a serpentina e o lança-perfume eram muito utilizados pelos animados foliões. A Av. Central, hoje Rio Branco, inteiramente congestionada por esses automóveis, que circulavam em marcha reduzida, era um dos trechos principais do cortejo.

A moda surgiu no carnaval de 1907, quando as filhas do então presidente Afonso Pena, fizeram um passeio no automóvel presidencial, pela via carnavalesca, de ponta a ponta, estacionando depois defronte à porta de um edifício, de onde apreciaram a festa. Fascinados pela idéia, os foliões que tinham carro começaram a desfilar pela avenida, realizando calorosos duelos com outros veículos.

Há quem afirme que o corso desapareceu com a modernização dos automóveis, quando os veículos de capota alta foram substituídos pelos de linha mais simples. É bem provável que a popularização dos automóveis tenha de fato afastado os foliões das classes alta e média.

Na verdade, muitos foram os motivos para o desaparecimento do corso: a dificuldade do tráfego, que já em 1925 amedrontava os foliões, o alto custo da gasolina e a descentralização do carnaval fizeram com que a população fosse buscar outros tipos de manifestação para poder comemorar os festejos de Momo.

Os blocos:
Os primeiros registros de blocos datam de 1889: Grupo Carnavalesco São Cristóvão, Bumba meu Boi, Estrela da Mocidade, Corações de Ouro, Recreio dos Inocentes, Um Grupo de Máscaras, Novo Clube Terpsícoro, Guarani,Piratas do Amor, Bondengó, Zé Pereira, Lanceiros, Guaranis da Cidade Nova, Prazer da Providência, Teimosos do Catete,Prazer do Livramento, Filhos de Satã e Crianças de Família.

Os blocos situam-se a meio caminho entre os louváveis ranchos e os freqüentemente condenados cordões. É essa característica ambivalente que faria dos blocos a inspiração para as os grupos de samba que buscariam a aceitação da sociedade no final da década de 1920 e que passariam a ser denominados de escolas de samba a partir da década de 1930.

Existem 4 tipos de blocos:

Bloco de enredo: São blocos análogos a escolas de samba.

Possuem samba-enredo, embora normalmente estes sejam mais curtos que os das escolas de samba. Muitas Escolas de Samba, especialmente dos grupos inferiores, foram blocos de enredo anteriormente;

Bloco de embalo: No Rio de Janeiro, são todos os blocos que não são de enredo nem se identifiquem com outra manifestação carnavalesca pré-existente.

Bloco das piranhas: São manifestações populares dada a todos os blocos carnavalescos formados por homens que se vestem com roupas de mulher para brincar o carnaval.

Bloco de sujo: São manifestações populares típicas do carnaval de rua, onde uma banda e centenas de foliões, com fantasias improvisadas ou mesmo de roupa comum, desfilam pelas ruas da cidade, cantando e sambando marchinhas carnavalescas e sambas-enredo das escolas de samba. Algumas bandas fazem músicas com letras em tom de ironia e deboche, com a marca do humor brasileiro, num carnaval de muita alegria e descontração.

Alguns Blocos famosos:
* Banda de Ipanema
* Bafo da Onça
* Boêmios de Irajá
* Cacique de Ramos
* Escravos da Mauá
* Monobloco
* Simpatia é Quase Amor
* Suvaco do Cristo



Origem da Escola de Samba:


Oswaldo Boi de Papoula, primeiro presidente da Deixa Falar, ao lado do grande Ismael Silva.

A primeira Escola de Samba foi fundada em 18 de agosto de 1928, na rua Estácio de Sá, Rio de Janeiro. Chamava-se "Deixa Falar". A denominação "escola de samba" foi gozação: na mesma rua ficava a antiga Escola Normal, onde se formavam professores primários. Na "Deixa Falar", segundo seus fundadores, formavam-se "professores de samba". As cores oficiais desta escola de samba eram o vermelho e branco e sua estréia no carnaval carioca ocorreu no ano seguinte a sua fundação.

A Deixa Falar fez muito sucesso entre os moradores da região. Ela acabou por estimular a criação, nos anos seguintes, de outras agremiações de samba. Surgiram assim, posteriormente, as seguintes escolas de samba: Cada Ano Sai Melhor, Estação Primeira (Mangueira), Vai como Pode (Portela), Vizinha Faladeira e Para o Ano sai Melhor.

Anos mais tarde a Deixa Falar transformou-se na escola de samba Estácio de Sá.

A primeira competição entre as escolas teve início em 1932, na Praça Onze, concurso promovido pelo jornal Mundo Sportivo, do jornalista Mário Filho. Devido à grande repercussão, o Jornal O Globo assumiu o concurso no ano seguinte. Somente em 1935 a Prefeitura do Rio tomou frente na organização do evento.

Nestas primeiras décadas, as escolas de samba não possuíam toda estrutura e organização como nos dias atuais. Eram organizadas de forma simples, com poucos integrantes e pequenos carros alegóricos. A competição entre elas não era o mais importante, mas sim a alegria e a diversão.

Organizadas em Ligas de Escolas de Samba, começaram os primeiros campeonatos para verificar qual escola de samba era mais bonita e animada.

No início dos anos 70, as Escolas de Samba atraiu um novo meio de comunicação: a televisão, com transmissão à cores, o prestígio aumentava a cada ano e o carnaval passou a ser encarado um dos maiores espetáculos do mundo.

Passarela do Samba Professor Darcy Ribeiro
Rua Marquês de Sapucaí, s/n º - Praça Onze - Cidade Nova
Rio de Janeiro


No mês de dezembro a cidade do samba já se agita com os denominados “ensaios de rua” e a mais nova criação “ensaios técnicos”, que levam milhares de pessoas ao Sambódromo todo final de semana.

As Escolas de Samba trabalham o ano inteiro para serem julgadas em uma única apresentação realizada no Sambódromo. Cerca de cinco mil desfilantes ensaiam nas quadras, sendo eles sambistas, passistas, mestre-sala, porta-bandeira, destaques, alas e também os participantes da orquestra e da bateria. Chegado o grande dia, tudo deve estar em perfeita ordem e harmonia.

A apresentação das Escolas de Samba segue uma sequência a saber:


• A comissão de frente cria uma certa expectativa no público por sua coreografia diferenciada e também em relação ao enredo da agremiação. É formada por no máximo quinze pessoas, podendo ser homens, mulheres e crianças;


• O carro abre-alas é onde tudo começa. É nele que a escola expõe seu símbolo destaque;

• As alas são grupos de mesma fantasia que fica entre as alegorias. Nela está o sambista que até cruzar o fim da avenida se esbalda podendo perder até dois quilos;



• As alegorias e adereços são partes importantes no desfile. Os carros alegóricos contam a maior parte do enredo. Nos chamados queijos, ficam os destaques principais da agremiação;


• Os destaques desfilam isoladamente no chão ou nos carros alegóricos. Usam fantasias representando personagens do enredo;

• A ala das crianças é opcional e é formada em média por duzentas delas;


• O mestre-sala e a porta-bandeira levam o estandarte da escola usando fantasias luxuosas que podem pesar até quarenta quilos;



• A bateria, com cerca de 350 integrantes, é alinhada por instrumentos guiados pelo mestre. Os instrumentos usados são: tamborim, pandeiro, chocalho, reco-reco, tarol, agogô, cuíca, repinique, caixa de guerra e surdos de primeira, segunda e terceira marcação;



• Algumas Escolas têm rainhas, princesas e madrinhas de bateria, que são mulheres bonitas escolhidas no meio artístico ou por concursos na comunidade;

• O intérprete oficial é responsável por cantar em média 65 vezes o samba-enredo durante o desfile. É acompanhado por cantores de apoio, mas ele é quem determina o andamento do samba;



• Os passistas são responsáveis por preencher os espaços deixados pelos bateristas. Sambam com muito charme e sensualidade;



• A ala das baianas é composta por senhoras, sendo algumas bem idosas que, apaixonadas por sua escola ,sustentam o peso de quinze quilos em suas fantasias;

• A ala dos compositores é formada pelos poetas da escola que compõem os sambas até que um seja escolhido como oficial.


• A velha guarda encerra o espetáculo e é composta por integrantes que participaram da fundação da Escola.

Durante a apresentação das Escolas de Samba, os juízes julgam:

• A bateria que deve estar perfeitamente entrosada;
• O samba-enredo que deve ter a letra adequada ao enredo e melodia-samba;
• Os cantores e o intérprete que devem estar em harmonia;
• As alas e destaques que também devem permanecer coesos;
• O enredo que deve estar claro durante a apresentação;
• O conjunto do desfile que deve estar uniforme e harmonioso;
• As alegorias e adereços que devem ser criativos e bem feitos;
• As fantasias que devem estar adequadas ao enredo;
• A comissão de frente que deve saudar o público e apresentar o enredo coordenamente;
• O mestre-sala e porta-bandeira que devem estar em perfeito entrosamento e no ritmo do samba.

As principais Escolas de Samba do Rio de Janeiro são:


Beija-Flor de Nilópolis



Acadêmicos do Grande Rio


Unidos da Tijuca


Estação Primeira de Mangueira


Unidos do Viradouro


Acadêmicos do Salgueiro


Unidos de Vila Isabel


Imperatriz Leopoldinense


Portela


Mocidade Independente de Padre Miguel


União da Ilha do Governador


Império Serrano


Império da Tijuca


Unidos do Porto da Pedra


Paraíso do Tuiuti


Unidos de Padre Miguel


Caprichosos de Pilares


São Clemente


Acadêmicos de Santa Cruz


Acadêmicos da Rocinha


Inocentes de Belford Roxo


Estácio de Sá


Renascer de Jacarepaguá


Acadêmicos do Cubango


Tradição




Escolas de Samba vencedoras dos últimos desfiles no Rio de Janeiro:

1998 - Mangueira e Beija-Flor
1999 - Imperatriz Leopoldinese
2000 - Imperatriz Leopoldinese
2001 - Imperatriz Leopoldinese
2002 - Mangueira
2003 - Beija-Flor
2004 - Beija Flor
2005 - Beija-Flor
2006 - Unidos de Vila Isabel
2007 - Beija-Flor
2008 - Beija-Flor
2009 - Acadêmicos do Salgueiro
2010 - Unidos da Tijuca
2011 - Beija-Flor
2012 - Unidos da Tijuca
2013 - Vila Isabel

Carnaval de Recife

O carnaval de Pernambuco conta com dezenas de bonecos gigantes, são uma das principais atrações durante o carnaval.

Os foliões são extremamente animados. Uma das grandes atrações é o bloco carnavalesco “Galo da Madrugada”.

O carnaval de rua manteve suas tradições originais na região Nordeste do Brasil. Em cidades como Recife e Olinda, as pessoas saem as ruas durante o carnaval no ritmo do frevo e do maracatu.


Carnaval da Bahia

O carnaval baiano é um dos mais calorosos e animados do Brasil e do mundo.

Na cidade de Salvador, existem os trios elétricos, embalados por músicas dançantes de cantores e grupos típicos da região. Na cidade destacam-se também os blocos negros como o Olodum e o Ileyaê, além dos blocos de rua e do Afoxé Filhos de Gandhi.

A maior inovação do Carnaval da Bahia porém, foi o Trio Elétrico de Dodô, Osmar e Batatinha que surgiu em 1950 e representa a consagração do carnaval de rua. A primeira apresentação foi feita em cima de um Ford 1929, com guitarras elétricas e som amplificado por auto-falantes, às cinco da tarde do Domingo de carnaval. O desfile aconteceu no Centro da cidade arrastando uma verdadeira multidão. Na verdade, o nome "trio elétrico" só surgiu mesmo no ano seguinte, quando três músicos se apresentaram em cima do tal carro. Normalmente esses blocos se apresentam com os trios elétricos e com cantores famosos.

Nos anos 70 o carnaval presenciou o nascimento de grupos históricos, como os Novos Baianos e o bloco afro Ilê Aiyê, além do renascimento do Filhos de Gandhy. Era o começo do crescimento cultural do Carnaval de Salvador, que passou a enfatizar os conflitos e a protestar contra o racismo. Na década de 80, grupos como Camaleão, Eva e Olodum, entre outros, escreveram seus nomes na história da festa mais popular da Bahia, dando assim , abertura de continuidade e de criação de novos e famosos grupos, que animam o carnaval.


Carnaval de São Paulo

Em São Paulo, os blocos de enredo são administrados pela União das Escolas de Samba de São Paulo, funcionando como pequenas escolas de samba, inclusive com sambas-enredo iguais aos destas. Mancha Verde, Gaviões da Fiel e Torcida Jovem já foram blocos famosos antes de se transformarem em escolas de samba.

O carnaval paulista é similar ao carnaval carioca. Acontece um grande desfile das escolas de samba da cidade. O desfile ocorre em uma passarela projetada por Oscar Niemeyer.


Escolas de Samba vencedoras nos últimos desfiles em São Paulo:
1998 - Vai-Vai
1999 - Vai-Vai, Gaviões da Fiel
2000 - Vai-Vai, X-9 Paulistana
2001 - Vai-Vai, Nenê de Vila Matilde
2002 - Gaviões da Fiel
2003 - Gaviões da Fiel
2004 - Mocidade Alegre
2005 - Império de Casa Verde
2006 - Império de Casa Verde
2007 - Mocidade Alegre
2008 - Vai-Vai
2009 - Mocidade Alegre
2010 - Rosas de Ouro
2011 - Vai-Vai
2012 - Mocidade Alegre
2013 - Mocidade Alegre

Com essa mistura de costumes e tradições tão diferentes, o Carnaval do Brasil é um dos maiores espetáculos do mundo e que todos os anos atrai milhares de turistas dos cinco continentes.


Dicas para aproveitar bem o carnaval:

O carnaval é uma festa comemorada em todo o país. São dias de muita alegria e agitação e, diante disso é preciso tomar certos cuidados.

Normalmente muitas pessoas que pulam carnaval não fazem nenhuma atividade física durante o decorrer do ano e o organismo não é preparado para um ritmo mais acelerado. Essas pessoas precisam de mais cuidados, pois o exagero na hora da folia pode causar problemas.

A época do carnaval está na estação mais quente do ano, o verão, isso deve ser fonte de algumas preocupações como:

- Aplicar protetor solar no corpo para prevenir queimaduras, insolação e câncer de pele;
- Ingerir bastante líquido para não desidratar o corpo, moderar o consumo de bebidas alcoólicas que ressecam a pele, dá sede, dor de cabeça, náuseas, hipertensão arterial, diarreia entre outros;
- Tomar cuidado com máscaras ou outros acessórios que podem dificultar a respiração, pois pode trazer fadiga;
- Ficar atento a penas e plumas que podem provocar alergia respiratória;
- A maquiagem deve ser usada com moderação, pois pode causar alergia, irritação na pele, infecções nas pálpebras, lesões nas córneas, dermatite de contato, descamação da pele, bolhas, pruridos entre outros.

O importante é hidratar bem o corpo, ingerindo muita água, sucos naturais, água de coco, chás gelados e fazer uma boa alimentação à base de massas para produzir energia, cereais para prevenir a prisão de ventre, saladas com muitas verduras e legumes, de preferência crus para ajudar na reposição de água e outros nutrientes; e bastante frutas que ajudam na digestão e repõe vitaminas e outros. Evite alimentos gordurosos que diminuem o processo de digestão.

Antes de cair na folia é bom que se façam alguns exercícios de alongamento e relaxamento para evitar distensões e outras complicações mais graves.

Brinque, pule, divirta-se, aproveite, mas, com consciência!

E lembre-se, não deixe que nada atrapalhe sua brincadeira, então:



Se beber não dirija.









Não esqueça a camisinha, ela é o meio mais eficaz de evitar as doenças sexualmente transmissíveis e gravidez.







Na boa, não faça xixi nas ruas, calçadas e árvores. A maioria dos foliões e as ruas das cidades brasileiras agradecem.







Para você desejo um maravilhoso carnaval!










Veja também:

Escolas de Samba campeãs do Rio de Janeiro

Escolas de Samba campeãs de São Paulo

Escola de Samba campeã do Rio de Janeiro em 2012

Escola de Samba campeã de São Paulo em 2012

9 comentários:

  1. Seu artigo é super e suas fotos excelentes. Se você como eu posso hospedá-los no meu blog de viagem para você. O que você acha? Por favor me envie um e-mail. Obrigado e beijo. Felipe, Travelling

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  2. Excelente post, muita e boa informacao do carnaval! Bjs

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  3. Oi amiga Marize! Aproveite o artigo e as fotos de sua amada cidade figura de Janeiro, em grego blogs escritos em Inglês e Grego!Beijos. Felipe Rio Carnaval

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  4. Olá Felipe!

    Obrigada pelo comentário.
    Sim, pode hospedar em seu Blog, será muito bem visualizado.
    Um bom carnaval para vc!
    Beijos

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  5. Olá Alejandra!

    Muito obrigada pelo comentário.

    Bjs

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  6. Perfeita sua postagem, completa e didática. Amei
    Beijos

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  7. Olá Wanderley!

    Muito obrigada pelo comentário.

    Beijos

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  8. Excelente, vindo de uma pessoa como a Marze só podia!
    Continue e tudo de bom
    Com carinho
    joao

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  9. Oi João,

    Obrigada pelo comentário e elogio.

    Beijos

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